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Manaus acionará o STJD ao alegar que o Treze se recusou a concluir partida após confusão com a PM
Série C
15.09.2020 - 23:33 - Amazonas

O presidente do Manaus, Luis Mitoso, anunciou na noite desta terça-feira, dia 15, que o clube vai entrar com uma Notícia de Infração (NI) no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelo fato de o Treze-PB ter se recusado a concluir a partida contra o esmeraldino, que terminou no empate em 1 a 1 na última segunda-feira, dia 14, pela sexta rodada da Série C do Brasileiro.

Nos relatório do árbitro e do delegado da partida, de acordo com nota do Manaus, constam que os jogadores do clube paraibano foram confrontar os policiais militares e que ato contínuo revidaram com spray de pimenta. Após toda a confusão e restaurados os ânimos, os jogadores do time visitante se recusaram a continuar o jogo.

Luis Mitoso explica que que a NI vai se basear no Art. 205 do Código de Justiça Desportiva, que diz que "impedir o prosseguimento de partida, que estiver disputando, por insuficiência numérica intencional de seus atletas ou por qualquer outra forma. Neste caso, a pena é a "perda dos pontos em disputa em favor do adversário, na forma do regulamento", segundo o artigo.

Para o dirigente, o Art. 205 pode e deve ser aplicado ao que aconteceu na Arena da Amazônia, uma vez que o tumulto foi provocado pelos próprios jogadores do Treze-PB, após o gol de empate marcado pelo atacante Matheuzinho, do Gavião do Norte, aos 52 minutos do segundo tempo.

"O árbitro da partida havia dado dez minutos de acréscimos e quando o Matheuzinho fez o gol só havia se passado sete dos dez minutos de acréscimos. Faltavam ainda três minutos para o fim do jogo. E olha que dentro desses três minutos poderia haver ainda mais acréscimos por conta de tudo que aconteceu, a cera dos jogadores e tudo mais. Então o Manaus FC vai entrar com essa Notícia de Infração junto ao STJD", Luis Mitoso, presidente do Manaus.

Segundo Mitoso, o árbitro chamou os capitães para retomar a partida depois da confusão e que o Treze, como relatado na súmula, disse que o time não tinha “condições de continuar” a partida.

- A pergunta feita pelo árbitro foi muito clara: "Vamos continuar o jogo? Pelo Manaus foi dado o "ok", pela parte do Treze eles disseram que não haveria condições de continuar a partida. Já haviam se passado mais de quinze minutos daquele tumulto, deu bastante tempo para recuperar tanto o emocional como também dos efeitos do spray e como o Treze abdicou de continuar o jogo, quem perdeu como isso foi o Manaus. Com tal atitude dos jogadores do Treze, tipificado está a conduta prescrita no Art .205 do CBJD. Houve prejuízo enorme para o Manaus, e não só para o Manaus, mas para a competição em si - finaliza o dirigente.

Os advogados do Manaus entrarão com Notícia de Infração até quinta-feira (17) no STJD, no Rio de Janeiro.

O que diz a súmula?

O árbitro Ilbert Estevam da Silva, responsável por apitar o empate em 1 a 1 entre Manaus e Treze-PB, nesta segunda, na Arena da Amazônia, pela sexta rodada da Série C do Brasileiro, relatou na súmula toda a confusão generalizada que tomou conta do jogo nos momentos finais.

Após o time da casa buscar o empate aos 52 minutos do segundo tempo, com gol de Matheusinho, os jogadores da equipe paraibana reclamaram acintosamente de uma possível irregularidade no lance ao partirem para cima do assistente Luiz Alberto Andrini Nogueira. Na súmula, Ilbert justifica que a polícia precisou intervir e relata o uso de cassetetes e spray de pimenta por parte do batalhão.

Foto: Antônio Assis/FAF-AM
Fonte: Globoesporte.com
 


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