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Diretor do Iranduba teria jogado medalhas de vice no vestiário da arbitragem, diz súmula
Bastidores
03.12.2019 - 11:25 - Amazonas
Foto: Divulgação

No último sábado, o 3B Sport venceu o Iranduba por 3 a 1 e conquistou o título inédito do Campeonato Amazonense feminino e, de quebra, quebrou uma hegemonia de oito anos do rival. Após a partida, a súmula apontou agressões verbais de uma jogadora do Hulk e do diretor Lauro Tentardini, que teria protestado contra a arbitragem.

De acordo com a árbitra Elivane Trindade da Costa, em relato na súmula, o dirigente do Iranduba teria deixado as medalhas de vice-campeão na porta da vestiário da arbitragem, em sinal de protesto. Em seguida, a auxiliar técnica Renata Costa teria recolhido posteriormente.

"Informo que após o término da partida quando a equipe de arbitragem já se encontrava no vestiário o sr Lauro Tentardini, diretor de futebol da equipe do Iranduba, jogou todas as medalhas de vice campeão no chão na porta do vestiário dos árbitros. Após alguns minutos a auxiliar técnica Renata Aparecida da Costa recolheu e levou as medalhas para o vestiário", relatou a árbitra na súmula.

Ofensas à moral da assistente

O diretor do Iranduba, Lauro Tentardini, também foi citado pela assistente da partida, Anne Kesy Gomes de Sá Guimarães. Segundo ela, o dirigente teria ofendido verbalmente durante toda a partida e colocou em dúvida a sua capacidade profissional.

"Eu Anne Kesy Gomes de Sá Guimarães, árbitra assistente 1 da partida informo que o senhor Lauro Tentardini, diretor do Iranduba, ficou na arquibancada atrás de mim durante todo o tempo do jogo protestando contra as decisões da arbitragem, principalmente contra a árbitra e a minha pessoal, proferindo em alto tom de voz as seguintes palavras: Como pode o Vladimir colocar uma árbitra que nunca apitou, isso é uma sacanagem, toda vez é isso contra a gente todos mal intencionados; Anne enfia essa bandeira no c*; Anne toda vez tu é mal intencionada desde o sub-17; Além do mais informo que o senhor Lauro feriu minha moral e honra falando que eu tinha ''QI'' quem indique, por isso estava trabalhando ali, colocando sob suspeição a minha competência e capacidade profissional dentro da arbitragem", disse Anne, na súmula.

Mais ofensas e expulsão

A árbitra Elivane ainda relatou o motivo de ter expulsado a lateral Gisele, do Iranduba, com o cartão vermelho direto. Segundo ela, a jogadora a ofendeu com palavras de baixo calão.

- Expulsei aos 35 minutos do 1º tempo a jogadora n 6 srª Gisele Teles de Mesquita, com a bola em jogo, por proferir as seguintes palavras: “A vai te f****, vai tomar no c*, a bola é nossa c******”.

Foto: Reprodução
Fonte: Globoesporte.com
 


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