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"Tenho direito de jogar onde eu quiser", diz dirigente do Iranduba
Bastidores
03.12.2019 - 11:31 - Amazonas

Após seu time perder a final do Amazonense feminino, por 3 a 1 para o 3B, o diretor do Iranduba, Lauro Tentardini deixou as medalhas de vice-campeão na porta da arbitragem como forma de protesto e situação foi destacada em súmula. Segundo ele, a árbitra e suas assistentes prejudicaram o clube.

"As medalhas são minhas, foram entregues a mim. Eu tenho direito de jogar onde eu quiser. É um protesto. Ou agora o país deixou de ser democrático? Eu não posso jogar as medalhas? Eu não atirei elas nas cara de ninguém, não agredi ninguém. Eu coloquei na porta do vestiário como forma de protesto sim", Lauro Tentardini, diretor do Iranduba. O dirigente explica que a atitude foi um protesto contra a arbitragem da partida de Elivane Trindade da Costa e não foi um menosprezo do 3B, campeão amazonense feminino.

- Isso não tira o brilhantismo do time do 3B, que foi merecidamente campeão e eu dei os parabéns para o Bosco (Brasil, presidente do 3B) após o final do jogo, já nos falamos. O 3B foi campeão com todos os méritos - completou.

Confira outros pontos destacados por Lauro Tentardini

Critica à escolha e arbitragem de Elivane


- Foi um erro do senhor Vladimir (Bastos, presidente da comissão de arbitragem), que é muito competente como diretor de árbitros da federação, é um cara muito gente boa, solícito. Mas foi um erro dele e eu falei com a maior tranquilidade no final do jogo de escalar numa final uma assistente, uma bandeirinha, que apitou apenas um jogo, salvo engano meu. Ela não tem cinco jogos. E pela minha lembrança é um só jogo que ela tem. Numa final de competição esse era jogo para ter árbitro grande. Para ter Edmar (Campos da Encarnação), para ter Juninho (Ivan da Silva Guimarães Júnior), para ter (Antônio Carlos Pequeno) Frutuso. E não para ter uma iniciante, que já tem dificuldade para marcar impedimento. E aí vai apitar um jogo de uma final.

- Eu acho muito correto a inclusão das mulheres na arbitragem, mas infelizmente aqui no Amazonas nós não temos nenhuma Edna (Alves). Aqui no Amazonas nós não temos nenhuma Déborah (Cecília), que já apita em Pernambuco e apita muito bem. Aqui no Amazonas, infelizmente, não temos árbitra qualificada. A árbitra do jogo era uma bandeirinha, numa final. E a Amanda tomou um chute na costela, pênalti não marcado. A senhora Kesy (assistente) viu que foi pênalti e ainda fica fazendo gesto para a torcida. Na frente dela. Depois houve a falta na Marília e a Gisele que todo mundo conhece que não tem boca para nada reclamou que não tinha feito falta nenhuma e cartão vermelho direto. Enquanto nós cansamos de ver várias reclamações no Campeonato Amazonense e demoram para dar cartão, uma eternidade. Quando dão é amarelo. O Iranduba foi amarelado durante todo o primeiro tempo. E saiu com duas jogadoras de ambulância.

- No gol da Elisa foi pênalti na Marília e era para expulsão. Porque a menina não conseguia nem andar. Não interessa se foi gol. Tinha que ter sido dado cartão. Porque em um jogo nosso do estadual após três minutos e ver que a jogadora adversária saiu machucado, o árbitro voltou e deu cartão amarelo para a nossa jogadora.Então são essas coisas que a gente não gosta.

Sobre o relato da auxiliar Anne Kesy, que o acusou de ter dito que ela tinha "QI", quem indicava para estar como assistente.

Quando à auxiliar, a Kesy. Primeiro que eu não chamo ela nem de Anne, chamo de Kesy. Pra mim o relato dela é mentiroso, como é a pessoa dela. Mas sobre essa assistente, faz quatro anos que eu estou no Amazonas e peço há quatro anos que ela não bandeire jogos do Iranduba. Porque ela só erra contra nós. Isso não tem nada a ver com o Juninho (Ivan da Silva Guimarães Júnior, marido de Anne), que é um excelente árbitro. Talvez o melhor árbitro árbitro do Amazonas, por isso que apita Série B (Brasileiro), que muito provavelmente vai apitar Série A no ano que vem. E não tem nada a ver com o Ivan (Guimarães, diretor da FAF e pai de Juninho), multicampeão pelo São Raimundo e que dirige muito bem as competições da FAF.

- Agora, infelizmente, a Kesy não tem condições de apitar o jogo do Iranduba. Nós pedimos que a Kesy não apite. Só isso que nós temos a dizer. Agora é muito fácil ficar relatando que está na arquibancada, que está não sei o quê. Ela disse em algum momento que eu disse que ela não tem capacidade de bandeirar. Ela não tem mesmo. Pelo menos em jogos do Iranduba ela não tem capacidade. Porque ela erra em todos. E sobre algumas coisas que ela colocou na súmula eu prefiro nem comentar porque já falei que ela é mentirosa.

Foto: Divulgação
Fonte: Globoesporte.com
 


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