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PM-RR justifica atraso em segurança de jogo da Série D
Brasileirão
05.06.2019 - 10:08 - Roraima

Por falta de policiamento, o duelo entre Atlético Roraima e Ypiranga-AP, válido pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro Série D 2019, começou com 40 minutos de atraso. Porém, a demora na chegada de uma viatura foi justificada pela Polícia Militar de Roraima (PMRR), inclusive, a corporação afirma que o pedido para fazer a segurança no Estádio Ribeirão, foi feito no dia anterior à partida.

Em nota, a corporação informou que a solicitação para fazer o policiamento do jogo no Estádio Ribeirão foi feita sem "tempo hábil", no caso, na sexta-feira, um dia antes da partida e, por isso, a viatura, que estava em ocorrência, compareceu no local 40 minutos após o horário previsto para a bola rolar.

Durante a espera do policiamento, dois jogadores do Atlético Roraima, aparentemente insatisfeitos, saíram do Estádio Ribeirão na tentativa de abordar alguma viatura no meio da rua para fazer a segurança e, assim, a partida ser iniciada.

Eis que no momento, uma viatura da Polícia Militar passava pelo local, porém, apenas acionou o rádio comunicador para informar e reiterar o pedido dos atletas. Exatos três minutos depois, uma viatura do Choque da PMRR chegou ao estádio e o árbitro Rafael Martins de Sá, da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), deu início ao jogo.

O atraso foi relatado em súmula pelo árbitro Rafael de Sá e o Atlético Roraima pode ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Conforme o artigo 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o clube mandante, no caso o time roraimense, pode ser julgado e levar multa de R$ 100 a R$ 1 mil por minuto de atraso.

Veja o que diz o Art. 206. do CBJD

- Dar causa ao atraso do início da realização de partida, prova ou equivalente, ou deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida, prova ou equivalente. - diz o trecho.

PENA: multa de R$ 100,00 (cem reais) até R$ 1.000,00 (mil reais) por minuto.

Defesa do Atlético Roraima

Conforme Jonnhy Mendes, supervisor de futebol do Atlético Roraima, somente na sexta-feira, ou seja, um dia antes da partida, recebeu ou foi informado do laudo do Crea-RR que liberava o Estádio Ribeirão para receber público, por isso o mesmo foi à Polícia Militar nesse dia para solicitar o policiamento. No entanto, o dirigente alega que o árbitro da partida errou ao não iniciar a partida antes.

- O comandante me garantiu que teria uma viatura do Choque lá fazendo a segurança, tanto que assinou um plano de ação com a ida de quatro policiais, já que como o jogo não teria público, é o que esperávamos, então não precisaria de mais contingente. O árbitro errou ao não começar o jogo na hora, porque no regulamento não prevê que a segurança da partida precisa ser pública e lá no local tínhamos seis seguranças privados - disse o dirigente do Tricolor da Mecejana.

No inciso V do art. 6º do capítulo II do Regulamento Geral de Competições (RGC) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), aponta que é de competência das Federações Estaduais, fiscalizar que o clube mandante, no caso o Atlético Roraima, "providencie policiamento de campo fardado, sendo expressamente proibida a presença no campo de jogo e seu entorno de segurança privada não autorizada pela CBF ou pelas Federações".

No art. 7 do referido capítulo do RGC, aponta como dever do clube mandante "adotar todas as medidas técnicas e administrativas, no âmbito local, necessárias e indispensáveis à logística e à segurança das partidas, inclusive as previstas na Lei nº 10.671/03, em seus arts. 13 e 14. No caso, refere-se ao Estatuto do Torcedor, em "solicitar ao Poder Público competente a presença de agentes públicos de segurança, devidamente identificados...", o que ocorreu, mas como a viatura deslocada, estava em diligência antes da partida, o atraso aconteceu.

Foto: Lucas Luckezie


Nota da PM

A PMRR (Polícia Militar de Roraima) informa que a solicitação para o referido jogo marcado para o último sábado (01.06), ocorreu na sexta-feira (31.05), informalmente, sendo em tempo hábil curto. Ressalta que, mesmo diante das dificuldades, tendo em vista dia e horário da solicitação, foi feito o documento para que uma viatura do CHOQUE, equipe treinada para distúrbios civis, fizesse o policiamento do jogo.

Com todos os impropérios, a viatura estava terminando uma diligência policial, pois não estava previsto em tempo hábil o policiamento. Mesmo diante disso, assim que possível, a viatura deslocou-se para o policiamento do jogo.

Acrescenta que tais solicitações têm que ser feitas em tempo hábil para planejamento operacional do policiamento. As taxas são cobradas de acordo com a natureza do evento. No caso em questão, a taxa não foi cobrada, pois era um jogo a ser realizado de portões fechados, segundo os organizadores.

As taxas, quando cobradas, são destinadas ao FREA (Fundo de Reaparelhamento e Aperfeiçoamento da Polícia Militar).

Fonte: Globoesporte.com
 


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