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Papão intensifica fiscalização e combate à venda ilegal de ingressos
Série B
16.06.2018 - 15:34 - Pará
Foto: Ascom Paysandu

Em todas as partidas disputadas pela equipe de futebol profissional do Paysandu Sport Club como mandante, a Diretoria Administrativa disponibiliza 6% da carga total de ingressos para as pessoas que têm direito a gratuidades, como idosos (3,5%), Portadores de Necessidades Especiais (PNE, 1,5%) e órgãos militares (1%). Para evitar fraudes no acesso ao estádio onde o time for jogar, o clube tem intensificado o trabalho de fiscalização e conscientização junto aos torcedores, principalmente os beneficiados.

Bicolores da melhor idade e PNE's, por exemplo, preenchem uma ficha no posto de entrega das entradas com nome completo, RG e data de nascimento. Por fim, assinam um documento que posteriormente é apresentado pelo Paysandu ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), como forma de prestação de contas. "A gente precisa provar que esses ingressos realmente estão sendo entregues, por isso sempre fazemos toda essa regularização", justificou o gerente de Segurança do Papão, Kaleu Madureira.

Vice-presidente de Operações do clube, o advogado Alexandre Pires lembra que é proibida a venda de todo e qualquer ingresso da cota grátis. "Algumas pessoas cometem dois crimes ao mesmo tempo, pois além de venderem o ingresso, praticando o cambismo, e muita das vezes até por um preço acima do que o clube comercializa, elas ainda vendem um ingresso que não tem valor, que é um ingresso gratuito", afirmou.

Todos os bilhetes são numerados, inclusive os que são entregues de forma gratuita, o que facilita o controle de irregularidades por parte do clube. "A gente anota essa numeração. Se a gente pegar algum ingresso usado por outra pessoa, a gente tem como saber qual foi o beneficiado que o repassou", revelou Kaleu.

Alexandre Pires também orienta a torcida a sempre procurar os pontos de venda do clube, na Curuzu, Sede Social, Lojas Lobo e outros postos autorizados, para evitar transtornos. "Tem gente que recebe gratuidade e vende o ingresso para uma pessoa que não tem direto a esse tipo de ingresso e essa pessoa que compra é proibida de ter acesso ao estádio. Se flagrarmos um jovem de 20 anos, por exemplo, com um ingresso de idoso na mão, ele não entra. E o jovem que pagou pelo ingresso vai ficar no prejuízo", exemplificou o dirigente.

Há cerca de um mês, na final da Copa Verde, o clube identificou três ingressos com numeração de bilhetes distribuídos a idosos colocados à venda na internet. Os infratores foram identificados e punidos. "Eles não vão mais receber ingressos. É assim também que funciona com os estudantes, que pagam meia, e os Portadores de Necessidades Especiais, que também recebem gratuidade", concluiu Alexandre Pires.

Na cota repassada aos órgãos militares, como Polícia e Corpo de Bombeiros, também é feito o mesmo procedimento. O percentual total de gratuidades sempre é calculado com base na carga de tíquetes do setor de arquibancadas.

Além dos ingressos disponibilizados de forma gratuita, o clube também destina uma carga que varia de 1% a 5% para estudantes, que fazem a reserva por meio do site oficial do Paysandu, pagam metade do valor e o retiram na Sede Social da avenida Nazaré.

O próximo jogo do Paysandu em Belém será neste sábado (16), às 21h, contra o CSA-AL, pela 11ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, na Curuzu. Ao todo, dez mil ingressos estão disponíveis para o público. As arquibancadas custam R$ 30 e as cadeiras R$ 50.

Sócios bicolores adimplentes nos planos Campeão dos Campeões e Payxão Vip têm acesso livre ao estádio.

Foto: Ascom Paysandu
Fonte: Assessoria/Paysandu
 
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