Notícias
Cartola do Iranduba devolve provocação com abacaxi
Bastidores
12.11.2017 - 19:53 - Amazonas
Foto: Antônio Assis/FAF

"Aqui se faz, aqui se paga", já dizia o ditado. Neste sábado, ao levantar o troféu de Campeão Amazonense de futebol feminino com o Iranduba, o diretor de futebol do Hulk, Lauro Tentardini, fez questão de devolver na mesma moeda a provocação feita pelo presidente do 3B, Bosco Brasil Bindá, na primeira rodada da competição.

Após o apito final, com o 1 a 1 no placar, o cartola desceu das tribunas de honra e abriu uma mochila, onde alguns vasilhames continham abacaxis cortados em rodelas. Depois de distribuir entre comissão técnica e jogadoras, ele e o grupo fizeram questão de saborear a fruta ainda no gramado, enquanto comemoravam o título.

- É doce. Alimento, a gente come - disse o cartola enquanto comia o abacaxi, saboreando na verdade a vingança e talvez pondo fim a um dos episódios mais folclóricos da história do futebol amazonense.

Sem citar nomes, Lauro lembrou não só da provocação em campo, mas na mídia e nos tribunais. Desafeto declarado de Bosco Bindá, ele exaltou a equipe e foi à forra com mais provocação.

- Venceu a melhor equipe, a que jogou mais futebol. Fizemos um campeonato bonito, não agredimos ninguém e não apelamos. Vamos comer o abacaxi que ele está doce – concluiu.

E a provocação não parou por aí. Na camisa comemorativa do título, que as jogadoras usaram para receber o troféu, a frase "Respeite o único heptacampeão feminino do Amazonas. Não deu..." alfinetava um pouco mais os rivais.

A guerra do abacaxi

O clima de provocação começou quando Bosco Bindá declarou à imprensa que teria levado um chapéu do Iranduba, ex-parceiro, na contratação da zagueira Jaqueline e da atacante Elenize, que fecharam com o Hulk. Segundo ele, Lauro soube que o 3B estaria negociando com as atletas, passou à frente e fechou com as mesmas.

Desde que a história veio à tona, Lauro afirma que já havia feito contato com as atletas muito antes da polêmica, e que na verdade estaria tendo dificuldades para fechar com alguns reforços, porque algumas jogadoras desistiram de negociar com o Iranduba após saberem que a parceria com o 3B, colocado na situação como um patrocinador master da equipe, teve fim. Lauro fez questão de esclarecer que o 3B nunca foi um patrocinador master, porque não contribuía com a folha salarial do elenco, e sua única ajuda, além de ceder campo e academia para as jogadoras, era fornecer abacaxis para as atletas.

A declaração de Tentardini irritou Bosco Bindá, que afirma ter dado uma premiação de R$ 10 mil para as jogadoras após a classificação diante do Flamengo, no Campeonato Brasileiro. No jogo deste sábado, o clima de rivalidade já estava atiçado, com a torcida do 3B pegando no pé de Lauro Tentardini e de Djeni Becker, estrela do time, além de um banner afixado na estrutura do banco de reservas do 3B, com a frase "Quanto vale um abacaxi?".

A guerra foi declarada de vez quando Bosco comemorou a vitória do 3B. Era o primeiro jogo oficial da história do time, justo contra o hexacampeão amazonense, que muita gente já nem lembra quando perdeu no Estadual pela última vez, com apenas 12 jogadoras no elenco, que chegaram no meio de semana e tiveram apenas dois treinos.

Quando o árbitro soou o apito pela última vez, Bosco saiu em disparada rumo ao banco de reservas do Iranduba, fez a famosa flechada, gesto criado pelas jogadoras do Iranduba para comemorar vitórias após um ato de discriminação, e destruiu um abacaxi jogando-o contra o gramado.

Foto: Antônio Assis/FAF
Fonte: Globoesporte.com
 
© Copyright 2004 - 2017 / Todos os direitos reservados a Futebol do Norte