Entrevistas
Adriano Louzada: ponte aérea Brasil-Portugal

Mais da metade da vida do acreano Adriano Vieira Louzada foi passada dentro de um campo de futebol. Prestes a completar 35 anos (ele nasceu em Rio Branco, em janeiro de 1979), desde os 15, quando deu os primeiros chutes, na condição de atacante de um time chamado Delta, no Campeonato de Férias do Calafate, que ele exercita o ofício de artilheiro.

Franzino, Adriano, pelo talento que exibiu desde o início, sempre teve vaga entre os jogadores mais velhos. Habilidoso com a bola nos pés, ele evitava as entradas dos zagueiros truculentos, driblando e tratando de botar asas nas pernas. Dessa forma, ele sagrou-se campeão do Calafate pelo Delta, em 1994, e bicampeão pela equipe do Izaura Parente, em 1995.

Aos 17 anos, em 1996, o subúrbio ficou pequeno para o craque e Adriano, a convite do técnico Gualter Craveiro, assinou o seu primeiro contrato como jogador profissional, no Atlético Clube Juventus local. Pra variar, mesmo não sendo titular do Clube da Águia, novamente o jovem Adriano ajudou a levantar um troféu. Daí, o que ficou pequeno foi o Acre.

No mesmo ano de 1996, Adriano começou a rodar o mundo exercitando a sua arte. Primeiro, no Juventus, da capital paulista, levado pelo empresário Issom Elias. No clube da Mooca, onde disputou a Taça São Paulo de Futebol Júnior, ele ficou até o fim do primeiro semestre de 1997. Em seguida na Portuguesa de Desportos, onde permaneceu até 1999.

Grandes clubes no currículo

Na virada do milênio, nova mudança de ares. Adriano foi para o Botafogo, de Ribeirão Preto, trabalhar com o técnico Lula Pereira. Pelo time da Capital do Chope, o atacante disputou o campeonato paulista de 2000, chegando às semifinais, contra o Palmeiras, do técnico Luis Felipe Scolari. Vê-lo em ação foi o suficiente para Scolari pedir a sua contratação.

No alviverde do Parque Antártica, ele ficou o segundo semestre de 2000, jogando ao lado de craques consagrados como o meia colombiano Asprilla, o goleiro Marcos (ungido depois à categoria de divindade, pela torcida palmeirense), os meias Zinho (campeão do mundo pela a seleção brasileira) e Alex, o volante Galeano e os atacantes Ozéas e Paulo Nunes.

Em 2001, com a chegada do técnico Celso Roth ao Palmeiras, Adriano ficou fora dos planos, sendo emprestado ao Vitória da Bahia, onde trabalhou sob o comando de Valdir Espinosa, disputando os campeonatos estadual e brasileiro. Mas voltou em 2002 para o Palmeiras, disputando alguns jogos do Paulistão, dirigido pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.

No meio deste mesmo ano de 2002, Adriano viveu sua primeira aventura internacional, após aceitar um convite para jogar o campeonato português pelo Nacional, da Ilha da Madeira. Sábia decisão essa mudança de ares para Portugal. Durante três temporadas o jogador acreano foi ídolo máximo na ilha, marcando gols de todos os feitios (43 no total).

Ponte aérea Brasil-Europa

Nos anos seguintes, Adriano fez várias vezes a travessia entre o Brasil e a Europa. Em 2005 jogou no Cruzeiro; no fim deste mesmo ano, teve o passe comprado pelo Futebol Clube do Porto, transferindo-se depois, em 2009, para o Braga; em 2010 jogou pelo Sport Recife; em 2011 esteve no paulista Santo André; e em 2012 foi para o Oliveirense, de Portugal.

A passagem pelo Porto, que para contratá-lo teve que pagar um milhão e seiscentos mil euros ao Cruzeiro, é lembrada com muita satisfação pelo atacante. “Quando eu cheguei ao Porto, o time estava em terceiro lugar no campeonato português e não era campeão há duas temporadas. Jejum esse que eu, graças a Deus, ajudei a quebrar”, afirmou Adriano.

“O técnico do Porto, quando eu fui pra lá, era um holandês chamado Andriensen. Ele me botou para treinar no time reserva. Com 15 minutos de treino nós já estávamos ganhando dos titulares por dois a zero, com gols meus. No segundo tempo, eu passei para o time titular e não saí mais, ganhando vários títulos nos anos em que defendi o clube”, disse o atleta.

Em 2013, Adriano voltou ao Brasil para defender o Barueri. E mesmo sendo considerado veterano, ainda não sabe quando vai pendurar as chuteiras. O que ele sabe com certeza é o que um jovem precisa para fazer sucesso como profissional de futebol. “O fundamental é ter determinação. É preciso ter uma meta e lutar por ela sempre”, explicou o jogador.

 
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Adriano Louzada - Carreira 


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