Entrevistas
Pikachu já mostrou que costuma ser o protagonista

Aos 20 anos, um começo de carreira brilhante. É a curta trajetória do jovem Yago Pikachu que, entre as qualidades, comporta-se como um veterano. Ao todo, já foram cinco gols só nesta Série C marcados jogando na lateral direita, posição pouco comum para os artilheiros, exceto ele, claro. Oportunista e bom de bola, Yago caiu nos braços da torcida do Paysandu e tem, junto aos companheiros, a oportunidade de escrever o nome na história bicolor. Confira uma entrevista exclusiva com o jogador. Ele fala sobre os próximos passos do Papão na luta pela vaga na Série B.

Quando teve início sua história no futebol?
Quando comecei, no futsal da Tuna, eu estava com nove anos. Já aos 12, eu saí e vim para o Paysandu, desde então continuo aqui.

Você vive, muito cedo, um momento importante para a história do clube. Já teve algo parecido na carreira?
Não, porque estou no meu primeiro ano de profissional. Entendo que esse momento é único, muito especial onde o time está numa crescente constante, e estamos todos prestes a colocar o nome na história do Paysandu.

Como é ser tão novo e se posicionar como um líder em campo, a exemplo do lance do pênalti contra o Macaé?
Naquele momento, eu tive bastante tranquilidade pra chamar a responsabilidade. Alí era um momento difícil, se a gente perdesse o pênalti, com certeza eles iriam crescer no jogo, graças a Deus deu tudo certo.

É uma característica do lateral artilheiro?
Isso não vem de agora. No jogo contra o Sport (pela Copa do Brasil), tivemos um lance parecido, de pênalti. Eu fiz a mesma coisa, também chamei a responsabilidade, mas infelizmente perdi. Nesse jogo, foi diferente e deu certo, espero continuar ajudando o Paysandu sempre que possível.

O Macaé é tudo o que vocês esperavam?
Nós esperávamos o que vimos. Não foi a toa que eles se classificaram em primeiro na chave deles. Sabemos que o time deles tem qualidade, mas no começo provocaram bastante, em certos momentos até caímos nas provocações, mas tivemos tranquilidade, principalmente no 2º tempo, quando colocamos a bola no chão e conseguimos o nosso placar, poderíamos ter ampliado. Infelizmente, não deu e o resultado foi de bom tamanho.

Você travou bons duelos com o artilheiro do Macaé, Zambi. O que deu para absorver do atacante mais temido do adversário?
A gente sabe que o ponto forte do time deles é com o Zambi. Ele que puxa o ataque pelo lado esquerdo, nas minhas costas, e deu bastante trabalho. Já no segundo tempo, conseguimos neutralizar, sabendo que não podíamos dar espaço para ele. Temos que marcar ele como fizemos aqui.

Se conquistar o acesso, você já imagina o tamanho da festa?
Sim, principalmente quando a gente chegar aqui, no aeroporto. O torcedor vai lotar, comparecer em peso, agradecer. Estamos pensando nisso, mas é claro, vamos deixar isso para depois, o importante é pensar no jogo.

Se pintar outro lance de pênalti, chama a responsabilidade novamente?
Se pintar, com certeza eu vou pegar a bola e concluir em gol.

 


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