Entrevistas
Para Vitor Jaime, Parauapebas aposta no grupo

Planejamento é a palavra de ordem no Parauapebas Futebol Clube (PFC). Para a disputa da primeira fase do Campeonato Paraense de 2012, o representante da região sul vem escolhendo com cautela os jogadores para formar um elenco forte e contratou o experiente técnico Vitor Jaime de Sousa Santos, que é natural de Soure, mas amapaense de criação e coração.

O novo comandante da equipe é lembrado principalmente pela conquista da Taça Cidade de Belém com o Águia de Marabá, em 2008. Em entrevista concedida à reportagem do BOLA, ele falou do projeto que já está em prática para colocar o PFC na elite do futebol estadual e confirmou, entre outras coisas, que os ex-azulinos Pery, Flamel e Roberto já reforçam a equipe.

BOLA – Quais títulos você coleciona na carreira?
Vitor Jaime – Tenho quatro títulos do Campeonato Amapaense, dois com o Ypiranga (1997 e 1998), e outros com o Trem (2007) e o São José (2009). Além disso, no Pará fui campeão paraense da Primeira Fase com o Bragantino, em 2007, e vice-campeão estadual com o Águia de Marabá, em 2008. Também já fui outras quatro vezes vice-campeão.

BOLA - Qual a fórmula para se formar uma equipe campeã?
VJ - Formar um grupo de bons jogadores e trabalhar com humildade, profissionalismo, respeito, organização e planejamento.

BOLA - Como foi formado o Parauapebas? Você indicou os jogadores?
VJ - Foi formado por uma comissão que analisou vários nomes indicados por mim. Hoje contamos com os goleiros Evandro e Ramon; os laterais Magno, Leandrinho, Paulinho Potiguar e Maninho; os zagueiros Pedrosa, Alexandre e Roberto; os volantes Júlio César, Fidelis, Diogo Piraca, Bruno Ramos e Jairo; os meias Zeziel, Fininho, Flamel e Laércio; e os atacantes Jean Macapá, Evaldo e Pery. Hoje temos contratados 21 jogadores e outros 10 da cidade a serem avaliados.

BOLA - Quais jogadores você aposta que irão se destacar no Parazão?
VJ - Individualmente não arisco, mas aposto num trabalho de grupo.

BOLA - Após a conquista da Taça Cidade de Belém em 2008 pelo Águia, você ainda pensa em voltar ao time marabaense? Ficou alguma mágoa?
VJ - Eu sou um profissional e fui bem tratado em Marabá pela imprensa, diretores e principalmente pelos torcedores e tenho um carinho especial pela TOAM. Um dia espero voltar ao Águia porque a minha saída foi um caso isolado e eu não guardo mágoa de ninguém porque o que ocorreu é comum no meio do futebol.

BOLA - O Parauapebas está oferecendo todas as condições necessárias para se fazer um bom trabalho?
VJ - Primeiro eu encontrei uma diretoria organizada, que está me dando todas as condições de trabalho. Acabei me surpreendendo com a organização do PFC, que tem estrutura de time grande.

BOLA - Como você encara a briga para subir a elite do futebol paraense?
VJ - Vejo com muita dificuldade o acesso. É uma fase difícil onde os seis clubes participantes estão se reforçando e os dois que vão subir da segundinha vêm com ritmo de jogo, então todos os jogos serão difíceis. Temos de fazer o dever de casa e ariscar fora.

 


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