Entrevistas
Atacante Rafael Oliveira não quer mais passar jejum

Com os quatro primeiros meses de 2011 avassaladores, marcando 20 gols pelo Paysandu, Rafael Oliveira ganhou a alcunha de Animal, dado pelo antigo técnico bicolor Sérgio Cosme. Entretanto, como na vida nem sempre vivemos de vacas gordas, o Animal da Curuzu marcou apenas três gols no restante do semestre.

A torcida começou pegar no pé do atacante, fazer pressão e até vaiá-lo durante os jogos, mas no dia 7 de agosto veio o alento. Rafael Oliveira marcou o seu gol e desabafou com a torcida, fez o famoso sinal com o dedo indicador cruzando os lábios, o ‘cala-boca’ para os torcedores que o vaiaram anteriormente. Por isso, o Bola foi atrás do artilheiro do Papão na temporada para perguntar qual foi o sentimento daquele gol e o que passou por sua cabeça com aquele desabafo.

Bola: Como você se sentia em relação ao comportamento da torcida antes de fazer o gol contra o Águia de Marabá no domingo passado?
Rafael:
A cobrança sempre vai existir, mas fiquei um pouco chateado. Eu queria um pouco mais de confiança, de paciência, pelas coisas que eu fiz antes, eles acham que eu desaprendi, mas eu não desaprendi. Isso era uma fase.

Bola: Depois do gol você correu para a torcida comemorando e acabou fazendo o gesto do ‘cala boca’, por quê?
Rafael:
Venho correndo, venho batalhando, as coisas não estavam dando certo, mas fui lá e fiz o gol. Foi um momento de alívio, fiz aquele gesto para a torcida. Só estou um pouco chateado porque a torcida é impaciente e sensivelmente mais comigo, quando eu pego na bola. Ainda estou um pouco chateado, mas eu vou procurar fazer gol e comemorar com o grupo mesmo, com os jogadores, e trabalhar para não passar por outra fase ruim, nunca mais.

Bola: Tu fizeste um primeiro turno sensacional e no segundo turno não foste nem a caricatura daquele jogador. O que aconteceu para o teu rendimento cair e parares de fazer gols?
Rafael:
No segundo turno eu vim de muitas lesões. Lesionei bastante o púbis, desde o jogo contra o Bahia-BA, e vinha me tratando e jogando no sacrifício. Eu acho que isso me atrapalhou muito, perdi muito o meu condicionamento físico. Agora faz bastante tempo que eu não tenho lesão, já estou dando continuidade nos trabalhos, venho jogando.

Bola: O que mudou do Rafael Oliveira da primeira passagem pelo Paysandu com o Rafael de agora?
Rafael:
Eu era bastante jovem. Eu tinha poucas oportunidades para jogar. Dei a volta pelo Brasil, ganhando bastante experiência. Eu acho que vim no momento certo, com mais experiência. Vim para um time que tem torcida de massa, que cobra. E isso está sendo uma experiência sensacional, me motivando para fazer bastantes gols pelo Paysandu.

 


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