Entrevistas
Weverton promete homenagem ao Acre

A bandeira do Acre ele já tem. Porém, falta sua equipe ficar entre as quatro primeiras no final da competição para carregá-la pelo estádio em homenagem ao seu estado de origem. “Já sei até onde comemorarei”, afirma Weverton, apontando para o alambrado atrás de um dos gols do Canindé – justamente na posição onde fica em dia de jogo a maior torcida organizada de seu clube. Titular absoluto, o goleiro disputa a Série B do Campeonato Brasileiro pela Portuguesa e sonha levar seu time de volta à elite do futebol nacional.

Confiança para isso não falta. Depois da entrada de Sérgio Guedes, o time se reencontrou com a vitória. “Um novo técnico empolga”, avalia o acriano que completa no início de 2011 cinco anos que disputou o torneio que o levou a dar um salto decisivo na sua vida.

“Atuei muito bem no primeiro jogo, que foi contra o Corinthians”, lembra Weverton a partida pela Copa São Paulo de Futebol Júnior que o fez ser chamado para integrar a equipe de base do Parque São Jorge. Na época com 18 anos, ficou, porém, em dúvida se largaria sua terra natal, Rio Branco (AC), sua família e a namorada, para mudar para São Paulo.

“Uma vez fugi do CT do Corinthians. Liguei para o Illimani e disse que não queria ficar”, rememora o goleiro, que tem grande apreço a ao seu então técnico que o revelou no Juventus acriano. Com o tempo foi se adaptando a nova vida. Hoje, tem a absoluta certeza que fez mais do que o certo.

“Illimani foi um pai para mim. Ele ligava lá para minha casa quando não ia treinar”, revela. Illimani Soares dirigia o time do Juventus que jogou a Copa São Paulo de 2006 e apresentou Weverton para o futebol profissional. Ele, que chegou a acompanhá-lo nos seus primeiros quinze dias no Corinthians, também foi a principal pessoa a convencê-lo a seguir carreira no Timão.

“Não tenho mágoa de Mano Menezes”

Weverton trabalhou com Mano Menezes no Corinthians. Em 2008, o Timão jogou a Série B do Campeonato Brasileiro, mas o goleiro acriano – já no time profissional depois de dois anos atuando na equipe de base corintiana - não foi aproveitado pelo atual técnico da Seleção Brasileira. “Não guardo nenhuma mágoa por isso. Ele me tratou sempre muito bem”, explica. Assim como qualquer atleta em um time de expressão, ele sonha vestir a camisa do Brasil.

A partir de 2009, Weverton experimentou a vida cigana de jogador de futebol. Atuou no Oeste de Itápolis (SP) e no América (RN). No início deste ano, foi parar no Botafogo de Ribeirão Preto (SP), onde jogou o Campeonato Paulista. Graças a sua brilhante participação na competição – inclusive como o melhor jogador da equipe -, foi contratado por dois anos pela Portuguesa.

“Vejo que há um crescimento aqui. Me encontro numa fase importante na minha carreira”, analisa. Apoiado pela Lusa, disse que pretende cumprir o contrato, embora não descarte renegociar aumento salarial no final deste ano.

Chance de encerrar a carreira no futebol acriano

Sobre o futebol no Acre, reconhece que o estado ainda precisa evoluir muito. “Você tem que jogar futebol e arrumar um trabalho por fora para sobreviver”, avalia. Porém, Weverton não fecha as portas completamente de um dia estar em um clube acriano. “Quem sabe não aparece uma oportunidade de encerrar a carreira lá”, afirma.

O jogador revela que chegou a ser procurado este ano pelo time do Rio Branco, mas que prefere se manter mais próximo do centro do futebol brasileiro. “Tive a oportunidade de sair novo do Acre. Agora, desejo ficar em São Paulo onde as oportunidades são muito maiores”, justifica.

O goleiro, porém, não esconde que gostaria de jogar uma partida oficial na Arena da Floresta, contra um time local. “Seria uma emoção grande”, exprime. Ele teve a chance de ir ao estádio acriano somente uma vez para comentar um jogo para uma emissora de televisão.

Sempre que pode, Weverton vai ao Acre. “Não faço questão de ir ao Nordeste, a praia. Meu negócio é ficar em casa, com a minha família”, expõe ele, que mora na capital paulista com o seu irmão Welynton, ajudante de primeira hora das obrigações do jogador fora do gramado.

Este ano, o goleiro já foi de férias duas vezes a sua cidade natal. Terminando a Segundona, rumará de volta ao seu estado do coração. Dessa vez, esperando levar um outro sonho realizado: disputar a Série A do Brasileirão no ano que vem.

FICHA DO JOGADOR


Nome completo: Weverton Pereira da Silva

Data de nascimento: 13 de dezembro de 1987 (22 anos)

Local: Rio Branco (AC)

Altura: 1,87 m

Peso: 85 kg

Pé Direito

Informações profissionais

Clube atual Portuguesa-SP

Posição; Goleiro

Clubes de juventude

2006-2007: Corinthians

Clubes:

Juventus-AC

Corinthians

Clube do Remo

Oeste - SP

América-RN

Botafogo-SP

Portuguesa-SP

 

TÍTULOS

1º - Brasileirão Série B 2008 - Corinthians-SP

2º - Lugar da Copa do Brasil 2008 - Corinthians-SP

5º - Lugar do Campeonato Paulista 2008 - Corinthians-SP

1º - Campeão da IV edição do torneio do interior do Paulistão 2010 – Botafogo – SP

FRASES


“Illimani foi um pai para mim. Ele ligava lá para minha casa quando não ia treinar”


“Não faço questão de ir ao Nordeste, a praia. Meu negócio é ficar em casa, com a minha família”


“Tive a oportunidade de sair novo do Acre. Agora, desejo ficar em São Paulo onde as oportunidades são muito maiores”

 


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