Entrevistas
Mário Sérgio: camisa 10 revelado no bairro do Trem

Revelado nas peladas no antigo campo dos escoteiros Marcílio Dias, no bairro do Trem, pelo cronista esportivo Francisco Sales, o Chicão. Mário Sérgio é filho do também ex jogador Vadoca, e herdou do pai a tranquilidade para armar uma jogada.

Iniciou sua carreira na equipe de juniores do Trem Desportivo Clube. Pela Locomotiva, conquistou os títulos de 1977, 1978, 1979 e 1980, jogando ao lado de craques como Roberto Foguetinho, Vítor Miruca, Dodoca, Valdezinho e outros.

Na era amadora participou de quatro das cinco conquistas do Trem no extinto Copão da Amazônia, nos anos de 1986,1987,1988 e 1990.

Também fez parte do famoso tripé de meio campo que era formado por ele, Roberto e Vítor.
Além do Trem, Mário jogou também no Macapá, onde disputou as temporadas de 1981 à 1984. Além de ter feito parte da seleção amapaense de juniores, que conquistou a Copão da Amazônia de Juniores, no ano de 1979.

Mário Sérgio conta que de 1983 à 1987 quis deixar um pouco de lado o futebol para estudar engenharia ambiental em Belém (PA). Para ele, seriam 4 anos afastado do mundo da bola, entretanto o então presidente do Macapá, Valdir Carrera e também o treinador do Trem, Roque Torres, mandavam buscá-lo para os campeonatos. "Eu estudava a semana toda, e quando chegava sexta-feira, embarcava para Macapá, onde jogava os campeonatos durante o fim de semana. Essa situação se repetiu até o fim da minha faculdade em 1987", lembrou o ex jogador.

O craque encerrou sua carreira no Trem Desportivo Clube, em 1994.

Mundo da Bola

A paixão pelo futebol é para a toda vida. Mesmo encerrando sua carreira profissional, Mário Sérgio continua jogando sua pelada toda quarta-feira no campo da praça Nossa Senhora da Conceição, pela Academia 20, equipe formada por diversos craques do passado, e que fizeram história na mundo da bola.

Hoje em dia ele exerce a função de engenheiro florestal, e também é auxiliar técnico das divisões de base do Trem há 3 anos, onde foi vice campeão deste ano do Sub 18. Sendo que também já trabalhou nas categorias de base do Ypiranga.

Ele acredita que o futebol amapaense só irá se profissionalizar se os clubes realmente investirem nessas categorias de base. "Poucos clubes amapaenses investem nas categorias de base. O resultado disso é as várias contratações de jogadores de fora do estado durante os campeonatos. Hoje em dia não se vê atletas do estado com grande destaque nacional".

Fonte: Diário do Amapá

 


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