Colunistas
O presente é uma partícula
por Francisco Dandão



Se a gente levar em conta que o presente é só uma partícula que se torna passado tão logo a palavra seja pronunciada, então o Rio Branco, derrotado pelo Atlético na final do campeonato acreano de 2017, já pode levantar a cabeça e olhar para a frente, a partir deste domingo, 21 de maio.

Aliás, uma das magias do futebol é isso mesmo: a possibilidade de levantar a poeira e dar a volta por cima no dia seguinte a um resultado catastrófico. Como tem sempre um jogo atrás do outro, não dá tempo nem lamber as feridas nem lamentar muito a pancada de ontem. Melhor assim!

É verdade que ninguém gosta ou, muito menos, se acostuma a perder. Mas é verdade também que toda a tristeza causada por uma derrota pode ser esquecida (ou minimizada) no momento seguinte quando o time que tomou a pancada começa a vencer. Nada como um dia atrás do outro.

O Rio Branco (Estrelão para os íntimos) levou uma virada histórica do Atlético no sábado, 13 de maio. Entretanto, se começar bem o campeonato brasileiro da série D, contra o roraimense São Raimundo, a sua torcida voltará ao estado de graça e passará a acreditar no time novamente.

Independentemente de qualquer coisa, porém, o certo é que o Rio Branco precisa estrear bem na série D. Nesses campeonatos no sistema de ida e volta vacilar em casa pode ser fatal para as pretensões de um time em passar de fase. É preciso fazer valer o fator campo. Vencer é a única opção!

Agora, tem uma coisa, uma pulguinha que não cessa de futricar nos meus ouvidos, afirmando que o Estrelão vai passar por enormes “perrengues” nessa nova competição se não der um jeito no seu sistema defensivo. Todos os gols do Galo, sábado, saíram em falhas absurdíssimas.

Por falar em Galo, o clube celeste do segundo distrito da capital acreana, bicampeão estadual com toda a justiça e mérito, também tem estreia marcada na série D. Só que longe da sua torcida. Vai a Macapá, enfrentar o Trem. Não sei se é um trem-bala ou nada disso. Mas é um trem!

O glorioso Galo, de azul tão claro quanto um céu de brigadeiro, vive um bom momento. Manteve a base do ano passado, está reforçando o time e tem amplo apoio da sua apaixonada torcida. Só não pode sentar no trono do sucesso. Para o Galo também vale o que eu disse antes sobre a partícula.

A felicidade é um pássaro insone. Pode virar fumaça num piscar de olhos. É preciso esforço para mantê-la por perto. Menos mal que no futebol as promessas de felicidade acenam de forma constante de um horizonte de vastas possibilidades. E a história do que se faz é escrita em alto-relevo!

 
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