Colunistas
Balsa
por Francisco Dandão



O veredito das urnas não foi favorável para os candidatos a vereador de Rio Branco ligados às questões esportivas. Salvo engano do velhinho aqui que escreve essas mal traçadas, nenhum dos 17 vereadores eleitos para a Câmara Municipal da capital acreana chegou à casa preocupado com isso.

Num rápido olhar pela lista de candidatos e seus respectivos votos, quem aparece melhor votado entre as criaturas ligadas ao esporte é o meu querido amigo Oton Sales, do DEM. O Oton, membro de uma tradicional família de políticos, teve 939 votos. Ficou longe de ser eleito, em 37º lugar.

Com passagens por todos os grandes clubes do Acre nas décadas de 1980 e 1990 (Rio Branco, Juventus, Atlético Acreano e Independência), além de ser possuidor de um vasto círculo de amizades, o Oton, pelo meu raciocínio, era forte candidato a ficar com uma das 17 vagas em disputa.

Porém não foi assim. E o que teria acontecido para a expectativa não se efetivar? Pode ter sido qualquer coisa, qualquer deslize na condução da campanha, qualquer coisa que faltou para tocar o coração do eleitor. Ou então, boa parte dos torcedores não lembra mais quem foi o volante Oton.

Não foi, entretanto, apenas o Oton entre os candidatos ligados às questões esportivas que não teve êxito na corrida rumo ao parlamento mirim. Enquanto escrevo vou lembrando de outros. Casos do ex-volante e hoje técnico Kinho Brito, e do ex-zagueiro e hoje técnico Edson Maria, o Som.

Esses dois últimos, como ainda estão por aí em plena atividade nas lides do esporte, não se pode dizer que os torcedores/eleitores não votaram neles por que esqueceram das suas respectivas carreiras. Nesse caso o que me ocorre é que todos os torcedores acreanos não enchem um micro-ônibus.

E saindo de Rio Branco, sempre depois de uma olhada muito rápida na lista de eleitos, quem conseguiu uma vaga na Câmara de Brasiléia foi o ex-atacante Elenilson (jogou no Alto Acre, no Amax e no Independência). Conseguiu, mas talvez isso não tenha nada a ver com o seu passado de atleta.

Enquanto isso, na vizinha Xapuri, carimbaram passaporte para a balsa de Manacapuru o goleiro Thiago e o ex-zagueiro Joraí. O Thiago eu não sei o que aconteceu. Já o Joraí, de acordo com o Toinho Bill, coordenador da campanha do dito cujo, o que ocorreu foi muita “trairagem” do eleitorado.

Pelos cálculos do Joraí, sempre de acordo com o Toinho Bill, ele sairia da eleição com, no mínimo, 400 votos. Número que o garantiria no primeiro lugar entre os eleitos. Quando as urnas foram abertas, porém, só apareceram 40 votos para o ex-zagueirão do Andirá. Uma defasagem da ordem de 90%!

 


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