Colunistas
Gênios e invictos
por Francisco Dandão



Essa segunda-feira que recém passou, 18 de maio, marcou o aniversário de 62 anos da estreia da dupla de gênios Pelé e Garrincha na seleção brasileira. Foi um jogo amistoso, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, contra a Bulgária. O Brasil ganhou por 3 a 1, com dois do “negão”.

Garrincha não fez gol. O terceiro gol da seleção brasileira foi marcado pelo Pepe, companheiro de Pelé no Santos. Garrincha, com as pernas tortas que o imortalizaram para o mundo, não fez gols, mas dizem as crônicas do futebol que ele já ali na estreia infernizou a vida do lateral lá dos gringos.

Daquele momento inaugural da dupla jogando com a camisa do Brasil até o dia 12 de julho de 1966, no confronto contra a Hungria (os brasileiros venceram de novo por 3 a 1), pela Copa do Mundo da Inglaterra, foram 40 partidas. Destas, a seleção brasileira venceu 36 e empatou apenas quatro.

Se juntos eles foram imbatíveis, separados, tanto um como o outro, protagonizaram momentos de absoluta magia tanto fora quanto dentro das quatro linhas. Pelé, por exemplo, chegou a parar uma guerra numa região do continente africano. E Garrincha tratou de quebrar um computador soviético.

A história dessa guerra que Pelé parou aconteceu numa das muitas excursões que o Santos da década de 1960 realizava pelos confins do mundo. Os sujeitos estavam por lá se estranhando, sabe-se lá por quais razões, e resolveram se render ao futebol do rei. Por 24 horas o conflito foi cessado.

Especula-se que a alegria por ver Pelé em campo, nesse dia da paralisação da guerra africana, foi tão grande que os inimigos até se misturaram nas arquibancadas. E inclusive, dizem testemunhos, teriam (os tais inimigos) se abraçado e trocado beijinhos a cada lance do brasileiro.

No que concerne à história do computador que o Garrincha quebrou, essa aconteceu na mesma Copa de 1958. Os soviéticos viram Garrincha na vitória do Brasil contra a Áustria, por 3 a 0. E viram que ele destruiu o lateral-esquerdo austríaco. E aí foram bolar uma fórmula para não deixa-lo jogar.

Depois de muita discussão e várias providências, nas quais se incluiu o uso de um espião da KGB para saber o que Garrincha bebia antes dos jogos, os sujeitos alimentaram um computador com todos os dados disponíveis. Depois de alguns minutos ligado, o computador simplesmente pifou. Rsrs.

Pelé e Garrincha foram tão acima do que se considera craque no mundo do futebol que já se especulou que eles nasceram em outro planeta. Teve um tempo em que se dizia que eles eram de Marte. Pode ser, pode ser. Da minha parte, eu acho que até já vi antenas escondidas nas cabeças deles!

 


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