Colunistas
Lima, o centro do mundo
por Francisco Dandão



Lima, a capital do Peru, virou o centro do mundo do futebol sul-americano por esses dias. É que neste sábado (23), o brasileiro Flamengo e o argentino River Plate decidem o título da Copa Libertadores da América de 2019. O vencedor vai ao mundial de clubes, em dezembro, no Catar.

A capital dos peruanos é uma bela cidade. Já estive lá duas vezes e tenho boas recordações da metrópole. Desde um shopping com vista para o Oceano Pacífico, até os jardins, as casas de shows, as comidinhas de rua, as avenidas largas e os cassinos do acolhedor e simpático bairro de Miraflores.

Num dos cassinos, aliás, eu cheguei a ganhar uma certa quantia, numa noite fria de sábado. Foi a primeira (e única) vez que eu levei vantagem num cassino. Antes disso, eu já havia tentado a sorte em vários outros países por onde andei. Perdi em todos até àquela referida noite na terra dos peruanos.

Essa minha noite de sorte aconteceu em dezembro de 2014. Ganhei uma quantia que deu para pagar o jantar num restaurante de culinária árabe e ainda sobrou um tantinho. Até hoje não sei como foi que eu ganhei. Acho que eles jogaram uma isca para o “pato” aqui. Mas eu corri a tempo. Rsrs.

Aconselho os acreanos que estão por lá para ver a final da Libertadores a fazerem a sua fezinha. Vai que a sorte sorri, nunca se sabe, e numa dessas eles recuperam o dinheiro gasto com a viagem. Se isso acontecer e o Flamengo for campeão, a conquista do paraíso estará de fato completada.

Cassinos e futebol à parte, vale a pena também provar uma Cusqueña (principal cerveja peruana) gelada, dar uma volta pelo centro antigo e visitar alguns dos muitos museus espalhados pela cidade. A história dos incas está toda nos museus. Eu recomendo o Museu Rafael Herrera. Um espetáculo!

Voltando, porém, às questões da bola nossa de cada dia, convém lembrar que vai ser um daqueles combates encarniçados. O Flamengo, no meu entender, é muito mais time do que o River. Mas os argentinos tem a favor de si uma vontade de ganhar que contrapõe qualquer desnível técnico.

Não fosse isso, talvez eles (os argentinos) não estivessem tão à frente do Brasil em número de títulos conquistados nessa competição. Los Hermanos já venceram 25 vezes, contra 18 triunfos dos times brasileiros. Esse River aí já levou a taça pra casa quatro vezes. O Flamengo apenas uma.

Eu, que sou torcedor do Fluminense, devo confessar que vou “virar a casaca” por um dia. Neste 23 de novembro sou Flamengo até o minuto final. Sou Fluminense sim, mas antes de qualquer coisa sou antiargentino. Eles se tornam insuportáveis quando vencem. Sem contar que o Papa já é deles!

 


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