Colunistas
Minha estreia na Arena
por Francisco Dandão



Depois de cinco anos de inaugurada, finalmente eu tive o prazer de conhecer a Arena da Amazônia. Na Copa do Mundo de 2014, quando o belo palco abriu suas portas para o público, eu acabei assistindo partidas só em outras cidades. E depois fui meio que adiando o inevitável encontro.

A noite dessa última sexta-feira, porém, de passagem por Manaus, em pleno exercício do meu ofício preferido, que é bater pernas pelas mais variadas regiões do planeta, o meu encontro com a Arena se consumou. E se consumou em alto estilo, já que eu assisti um jogo na beira do campo.

Na beira do campo, apesar de ser um privilégio para poucos, é bem mais emocionante assistir a um jogo de futebol, uma vez que a gente pode ver os mínimos detalhes da reação dos personagens da festa. Desde as caretas de dor dos atletas até aos berros coléricos dos distintos treinadores.

Além do mais, em Manaus é como se a gente estivesse em casa. Primeiro, pelo calor humano natural dos amazonenses, que recebem os visitantes sempre com um enorme sorriso no rosto. E segundo por que, no meu caso, eu sempre tenho a oportunidade de encontrar antigos amigos.

Lá mesmo à beira do gramado, nessa noite de sexta-feira, por exemplo, eu encontrei o velho amigo Dudu Monteiro de Paula, militante da crônica esportiva manauara desde sei lá quando. Nos conhecemos há um bom tempo e graças a essa paixão comum pelo futebol de vez em quando nos revemos.

Sim, antes que você aí na frente dessas mal traçadas pergunte o que eu estava fazendo à beira do gramado da Arena da Amazônia, eu já trato de me explicar. Eu estava exercitando outra das minhas paixões: a arte da fotografia. Tentando, ao meu modo tosco, eternizar cenas do espetáculo.

Quanto ao jogo, embora eu preferisse pular essa parte, infelizmente não deu para o Humaitá, um dos representantes do Acre na Copa Verde deste ano de 2019. É que depois de segurar o Nacional durante o primeiro tempo, o time acreano viu sua meta ser vazada duas vezes na etapa complementar.

Independentemente da desclassificação, porém, eu penso que deve-se louvar a participação do Humaitá. Além de ser a estreia do time de Porto Acre em competições regionais, a derrota não veio assim de forma tão fácil. Eu diria que foram dois bons duelos com o tradicionalíssimo Nacional.

É por aí, meus caros amigos. Tá acabando meu espaço por hoje. Outro dia eu conto como foi o meu périplo pelas peixadas manauaras. Mas enquanto esse outro dia não vem, eu já posso ir adiantando que comi um escabeche de pirarucu de matar um padre de inveja. Manjar dos deuses!

 


© Copyright 2004 - 2019 / Todos os direitos reservados ao Futebol do Norte