Colunistas
Jogos Pan-Americanos de Lima
por Francisco Pinheiro



Por alguns dias considerei a possibilidade de ir a Lima para assistir in loco a edição 2019 dos Jogos Pan-Americanos. Se eu tivesse levado o plano adiante, teria matado dois coelhos com uma única cacetada: revisitaria o belo país dos incas e ainda veria de perto o desempenho dos atletas brasileiros.

Digo “revisitaria” porque eu já estive em território peruano várias vezes. Iñapari, Puerto Maldonado, Cusco, Ollantaytambo, Águas Calientes, Machu Picchu... Todos esses e mais outros locais já ouviram o som dos meus passos e registraram a passagem da minha sombra por aquelas bandas.

É sempre interessante ir ao Peru. Além da magia que emana daquelas montanhas que a gente vê por lá, as pessoas são extremamente simpáticas, a gastronomia faz qualquer um sonhar com banquetes divinos e, ainda, pra quem gosta, se pode tentar “la buena suerte” nos cassinos de cada esquina.

Falar nisso, na última vez em que estive em Lima, em dezembro de 2014, de passagem para o México, resolvi tentar a sorte numa dessas atrativas casas de jogatina. E aí, me apropriei de uma máquina caça-níqueis lá deles, daquelas do tipo que você põe uma ficha e puxa uma alavanca.

Na base da tentativa, erro e acerto, descobri que a máquina sempre te deixa ganhar nas primeiras rodadas. Depois te toma todas as fichas. E entendendo que a sorte pode voltar a qualquer momento, a tendência é que a gente compre mais fichas. Recuperar o perdido é tudo para um apostador.

Quando percebi o mecanismo do jogo, eu passei a mudar de máquina todas as vezes que começava a perder. A minha estratégia deu certo. Não sei se dá certo sempre. Com medo de me viciar, não voltei no dia seguinte para repetir. Mas naquela dita noite jantei com o dinheiro do cassino peruano.

Voltando, porém, à ideia inicial destas mal traçadas de hoje, acabei desistindo da viagem para assistir ao Pan-Americano de Lima por duas razões. Primeira: pesquisei o desempenho do Brasil na competição e vi que o país jamais ficou em primeiro lugar. Segunda: resolvi fazer um curso.

No que diz respeito ao desempenho do Brasil nos Jogos Pan-Americanos, a melhor colocação obtida pelos nossos atletas foi o 3º lugar no quadro de medalhas. Nas últimas três edições (Rio de Janeiro, 2007; Guadalajara, 2011; e Toronto, 2015) foi assim. O Brasil não saiu do canto.

E quanto ao curso, isso era um segredo que eu só ia revelar quando o tivesse concluído e com o certificado na mão. Mas já que eu ensaiei dizer, vá lá que seja. Começo nesse fim de semana um curso intensivo para aprender a fritar hambúrguer. Como já falo inglês e espanhol, então...

 


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