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Início de Caminhada
por Francisco Dandão



Começou com um tropeço a caminhada do glorioso Atlético Acreano na série C do campeonato brasileiro. O Galo foi ao interior do Rio de Janeiro e levou uma sapecada de 3 a 0 do Volta Redonda. Os ares da Cidade do Aço não fizeram bem ao elenco atleticano. E quando os ares não fazem bem...

Mas antes que digam que a vaca do Atlético já aponta para o rumo do brejo, deve-se lembrar que o time acreano nunca foi um visitante assim tão indigesto. No ano passado, é certo que o Galo estreou com vitória (1 a 0 no Clube do Remo). Mas aquela estreia foi em casa, na Arena da Floresta.

Quando o Galo alçou voo para o primeiro compromisso fora do Acre, em 2018, também tropeçou feio. Pegou de 3 a 1 do Santa Cruz, em Recife. Além disso, em dez partidas jogadas nos campos adversários, foram apenas duas vitórias ao longo do ano: 3 a 1 no Salgueiro (PE) e 1 a 0 no ABC (RN).

Lembro esses números na crônica para dizer que não é o fim do mundo sair para jogar longe dos próprios domínios e levar um pau feio. O mais importante, em torneios com jogos de ida e volta, é vencer na condição de mandante. Perder em casa não pode. Até empatar pode ser muito ruim.

Além do mais, pra falar a verdade, é coerente dizer que o Atlético ainda é um time em formação. Entre o campeonato acreano e a série C perdeu o Careca, o cara que pensava o jogo no meio do campo. E ainda não estreou o seu maior reforço, o Doka Madureira. Sem falar na volta do Polaco.

Há quem diga que também pode pintar a qualquer hora com a camisa do Galo uma dupla de zagueiros argentinos. Quem me disse isso foi o Joraí (o jogador que mais marcou gols contra na história do futebol acreano, com a camisa do Andirá, na época do futebol amador, nunca é demais lembrar).

O Joraí, que nos últimos tempos do Stadium (assim mesmo em latim) José de Melo era chefe de uma torcida chamada de Tesouras do Vietnam (os caras cortavam até minuto de silêncio), disse que o Geison Morais, diretor celeste, esteve em Buenos Aires pra esse fim: contratar reforços para o Galo.

Ainda repliquei ao Joraí que o Geison foi à capital argentina de férias, praticar uns passos de tango na Calle Florida, provar o churrasco de Puerto Madero, tomar um vinho esperto nas bodeguitas de El Caminito e conhecer La Bombonera. Mas o Joraí me disse que isso não passava de papo furado.

Nunca vi o Joraí mentindo (pouco). Mas tenho minhas dúvidas sobre a chegada desses zagueiros argentinos. De qualquer forma, com ou sem esses tais reforços portenhos, no meu entendimento o Galo vai começar a escalada no próximo domingo, em casa, contra o Ypiranga (RS). Eu acredito!

 


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